Síndrome da Fadiga Crônica – Fique por dentro

Uma patologia diagnosticada por volta de 1980, a síndrome de fadiga crônica vem ganhando destaque ultimamente, sendo muitas vezes ligada ao stress, mas isso é verdade ou mito?

Hoje sabemos que a síndrome de fadiga crônica afeta cerca de 1 a 2% da população em geral, acometendo mais mulheres, brancas , jovens, mas podendo num pequeno número afetar também homens e crianças.

A síndrome de fadiga crônica é caracterizada por um quadro de fadiga em um período igual ou superior há seis meses, acompanhado por pelo menos quatro dos seguintes sintomas:

- Sono não reparador

- Dores musculares

- Dores em várias articulações, mas sem sinais inflamatórios

- Dor de cabeça

-Dor de garganta

- Gânglios dolorosos e inflamados

- Alteração de memória recente
- Alteração de concentração

- Fraqueza intensa após atividade física que pode perdurar por 24 hs após atividade física

-Febre Baixa

-Sonolência ou insônia

Em crianças o diagnostico difere um pouco e os sintomas mais frequentes podem ser:

-Tristeza

- Hiperatividade ( nas fases iniciais)

- Dores de cabeça tensional

- Dores abdominal

- Taquicardia

- hipotenção ortostática ( tontura ao se levantar)

- Muitas vezes são taxadas de preguiçosas ou diagnosticadas como tendo fobia escolar.

O diagnóstico de fadiga crônica é feito por exclusão , após afastar outras patologias, pois até o momento não existe um marcador laboratorial ligado a doença.

As causas ainda são incertas, mas a cada dia que passa admitisse que a síndrome de fadiga crônica é uma doença de origem multifatorial, sendo vários mecanismos fisiopatológicos interagindo para seu aparecimento e manutenção. Estes distúrbios podem ser:

- Alteração imunológica. Vários agentes já foram ligados a seu aparecimento como o vírus Epstein barr,Citomegalovírus, Herpes,Candidiase.

- Hipofunção do sistema hipotálamo-hipófise- adrenal. Sua ligação com stress crônico vem desta teoria e muitos pacientes com a síndrome apresentam uma ligação com um alto grau de stress precendendo o quadro.

Estas duas hipóteses eram inicialmente as mais aceitas, mas pesquisas recentes mostram que a síndrome de fadiga crônica também pode estar ligada à:

- Alterações do sistema digestivo como disbiose, intolerâncias alimentares, doença celíaca, síndrome do intestino irritável.

- Disfunção mitocondrial: a baixa produção de ATP pode ser causa de vários sintomas que acompanham a síndrome e alguns testes comprovaram o fato.

- Alterações nutricionais como deficiência de vitamina D, Zinco, Magnésio, entre oututros.

- Alterações psicológicas

- Overtraining

- Alterações de neurotransmissores: apresentam déficit de serotonina e dopamina

- Intoxicações ambientais

- Baixa inflamação e stress oxidativo

- e muito mais....

Não existe um tratamento único para esta patologia e neste caso uma medicina integrativa pode ser de grande ajuda.

Podemos aliar:

- Nutrição funcional

- Controle de Disbiose

- Atividade física especifica

- Melhora do sono

- Controle da inflamação crônica

- Adequação de dieta

- Detoxificação hepática e celular

- Afastamento de contaminantes como cádmio, chumbo e cigarro.

- Antioxidação.

O tratamento neste caso é individualizado e muitas vezes o que serve para um, não serve para o outro. Ele é feito através de exames laboratoriais e suas alterações. As correções são feitas pontualmente.

A remissão dos sintomas muitas vezes é bem notória, sendo que uma boa parte dos afetados conseguem ter uma boa qualidade de vida. Um pequeno porcentual pode não responder bem ao tratamento.

Se você apresenta estes sintomas, procure um médico especializado, ele provavelmente vai conseguir te ajudar.

Dra Liliane Lemesin
CRM:80189