Hipogonadismo masculino, fique por dentro.

O hipogonadismo masculino é patologia que resulta no déficit de produção de testosterona. Tratar melhora a qualidade de vida.

Você já ouviu falar de hipogonadismo Masculino?

O hipogonadismo masculino é uma patologia na qual há um déficit na produção de testosterona e pode aparecer em qualquer momento da vida de um homem. Quando aparece mais tardiamente é chamada de andropausa.

As causas de hipogonadismo são:

Primária: quando o problema acomete o testículo e pode ter origem genética hereditária ou patologias que acometem a região; como infecções, traumas, irradiação, câncer.

Secundária: É quando o déficit de produção hormonal ocorre a nível cerebral.

Mista: A diminuição na produção hormonal ocorre tanto no testículo quanto a nível cerebral e aí temos como causas principais a obesidade, alcoolismo, alto nível de stress...

Fato importante é que o déficit de testosterona diminui muito a expectativa de vida e sua descoberta é importantíssima.

Além da baixa hormonal, temos os seguintes achados:

• Diminuição da libido e do vigor físico.
• Aumento de peso, principalmente de gordura abdominal.
• Alteração de humor.
• Insegurança.
• Insônia.
• Diabetes melitos tipo 2.
• Diminuição das ereções noturnas.
• Fogachos.
• Diminuição de massa magra.
• Disfunção erétil.
• Osteoporose e ginecomastia.

O diagnóstico é feito através das queixas do paciente e exames laboratoriais.

O tratamento é feito através da reposição hormonal e da modulação de outras substâncias que possam estar alterando o nível hormonal.

Um acompanhamento médico rigoroso é necessário.

riscos em desenvolver câncer de próstata ou de mama e inicialmente pode ter um risco cardiovascular aumentado.

O tratamento é contra indicado em indivíduos que tenham insuficiência cardíaca congestiva e em pessoas que tiverem um PSA alterado.

A melhor forma de reposição:

• Injetável de depósito, trans dérmica na forma de gel ou pets; pode ser feita também através de implantes dérmicos ou intranasal.

Cada uma delas tem riscos e benefícios e tem que ser bem discutida com o paciente.

A via oral é contra indicada.

A lição que fica: reposição hormonal pode e deve ser feita, sim existe risco.

Parece fácil, mas não é!


Dra Liliane Lemesin

CRM-SP: 80189